Projeto que obriga pastores a aceitarem a homossexualidade é aprovado na Califórnia

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A Assembleia do Estado da Califórnia aprovou uma resolução que exige que os pastores reconheçam e aceitem o estilo de vida homossexual. O caso está repercutindo internacionalmente como uma violação da liberdade religiosa direcionada contra as crenças bíblicas.
O deputado Evan Low e outros trinta parlamentares aprovaram a resolução no Comitê Judiciário da Assembleia estadual que pretende impor aos líderes religiosos da Califórnia o que eles devem pregar de seus púlpitos.
A medida foi aprovada na última semana, em parte graças à ajuda de Kevin Mannoia, capelão da Universidade Evangélica Azusa Pacífico (que cedeu a pressão dos ativistas e passou a permitir relacionamentos LGBT em suas dependências) e ex-diretor da Associação Nacional de Evangélicos.
A entidade de defesa das liberdades constitucionais Liberty Counsel divulgou um comunicado afirmando que Mannoia “tornou-se um pilar para a agenda LGBT, trazendo pastores e conselheiros para rejeitar a visão bíblica sobre a sexualidade e negar aconselhamento para aqueles que lutam contra a atração indesejada de mesmo sexo ou confusão de gênero”.
O Liberty Counsel é uma organização sem fins lucrativos que atua em litígios relacionados a valores cristãos evangélicos, de acordo com informações do portal Evangelico Digital.
“É realmente decepcionante que eu deixe de lado a verdade do assunto apenas para obter algum favor, talvez um lugar na mesa dessa discussão”, disse Roger Gannam, vice-presidente de assuntos jurídicos da Liberty Counsel. “Todos merecem respeito nesta discussão. Mas junte-se a um documento como Mannoia fez, o que realmente difama a Igreja e difama os bons conselheiros e pacientes. É inexplicável e é realmente indesculpável”.
A resolução aprovada também condena o aconselhamento para as pessoas que sentem uma atração indesejada por outros do mesmo sexo ou tenham confusão de gênero, conhecida como terapia de conversão, numa postura similar à adotada pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) no Brasil.
Mais de duas dúzias de médicos, conselheiros, ex-homossexuais e outros líderes cristãos assinaram uma carta condenando a resolução, que, segundo eles, viola a liberdade religiosa.
Gannam explicou que esta resolução é ruim em todos os sentidos: “Ele [Evan Low] culpa a Igreja e os líderes religiosos pelas altas taxas de suicídio entre os que se identificam como LGBT. Isso é simplesmente uma afirmação falsa. Não pode ser apoiado empiricamente e, no entanto, esta resolução estabelece-a como se fosse um fato”, criticou.
“É um prenúncio de coisas piores que estão por vir”, alertou Gannam.
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